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Paróquia Nossa Senhora de Fátima

 

 

 

 

 

Eu posso me apresentar com o meu nome em holandês “pater Ben den Boer”, padre auxiliar da paróquia aqui em Amsterdã, mas também sou conhecido como Pe. Bernardo pela comunidade de língua Portuguesa. Isso precisa de uma explicação.

Nasci no final de 1957, em um lugar na Holanda que se chama Zierikzee (em uma ilha na província de Zeeland), sou o caçula em uma família de seis. Após o colegial, fui chamado por

Deus para fazer algo a mais com a minha vida. Após algum tempor de muita oração, decidi que queria ser um missionário e comecei no seminário de Mill Hill (uma congregação missionária inglesa). Os primeiros dois anos foram ainda no meu país, na cidade de Roosendaal, para depois de continuar em Londres (Inglaterra).

Durante estes anos de formação no seminário, visitei nas férias monastérios contemplativos e sempre fiquei tocado de uma maneira especial. O que era exatamente, e por quê? Os caminhos de Deus são difíceis de entender. Achei estranho que uma pessoa jovem, extrovertida, que gostava das novidades da vida moderna fosse atraído para o silêncio, num lugar remoto, longe de tudo. Ficar quieto diante de algo que não entendia mas que ao mesmo tempo era muito presente, uma presença real, amorosa e misericordiosa, que se chama Deus.

 

A pergunta que se cada vez se apresentava no meu coração era a seguinte: o que este Deus quer de mim? Eu estou no caminho certo? Como posso servir melhor a Deus e as outras pessoas - meus irmãos - e ao mesmo tempo permanecer fiel a mim mesmo, a minha personalidade?

Por fim, fiquei neste lugar que é um mosteiro contemplativo trapista no sul da Holanda.

Foi um tempo muito rico e bonito; tempo de muita reflexão sobre as questões do sentido da vida e onde ganhei cada vez mais autoconhecimento sobre mim mesmo. Em silêncio, vivendo em uma comunidade com mais de 40 monges, isso foi uma coisa muito especial.

Depois de algum tempo senti de novo a vontade de fazer algo a mais para as pessoas mais necessitadas do mundo. E este caminho me levou, como um padre missionário, às comunidades carentes do estado do Rio de Janeiro, Brasil. Anunciar a Boa Nova e ao mesmo tempo aprender muito com as pessoas das comunidades: o que significa de viver como irmãos e irmãs em uma situação da pobreza e de injustiça. Manter sempre esta alegria, esta esperança, mesmo com todo este vento contrário, esta turbulência destas ondas enormes!

Aprender o que significa partilhar a vida, os sonhos e as lutas para um mundo melhor. Fazer mutirões, se juntar para se tornar mensageiros da paz, da felicidade e o que significa se tornar irmão verdadeiro. Também passei alguns anos em Salvador, capital do estado da Bahia. Foi uma experiência muita rica e que deixou muitas saudades! Mas o Senhor chamou para continuar o caminho da vida.

A pedido da diocese de Roterdã, voltei para a Holanda em 2008, para servir a comunidade de língua Portuguesa (um imigrante no seu país de origem, para andar juntos com os imigrantes e seus descendentes lusófonos). E desde 2014, estou pela primeira vez trabalhando em uma paróquia de língua holandesa em Amsterdã-Oeste e também dedico parte do meu tempo à comunidade de língua portuguesa da Paróquia Nossa Senhora de Fátima.

 

 

Biografia Pe. Bernardo den Boer